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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Perdoe-me Padre, porque pequei...


Não entendo esta necessidade de querer mostrar que somos “bonzinhos”...”Ah, porque temos de ir à igreja e tal...”. Mas desde quando é que rezar duas Ave-marias e mastigar um bocado de pão seco faz de nós boas pessoas?

“Oh pah, eu matei o tio Manel na quinta-feira, mas confessei-me na sexta, rezei um Pai-Nosso no sábado e comunguei no domingo. Acho que estou safo.”

Ai, tamanha estupidez!

Hoje um senhor Padre disse-me que primeiro temos de ser bons católicos e só depois é que podemos tentar ser boas pessoas. Ora, como eu sou tudo menos boa católica, uma vez que só compareço na igreja em casamentos, funerais e afins (e quase que algemada), a dita afirmação proferida pelo “meu” Pároco (chocadíssimos por não me encontrar nos seus sermões semanais) assentou-me que nem uma luva. Mais ainda, cheirou-me a acusação e atacou-me lá no fundinho.

Ai que crueldade chamarem-me de má pessoa. Pois claro, santa não sou (nem quero), mas porra, nunca matei nenhum tio Manel...até tenho uma mania estúpida de tentar confiar o mínimo nas pessoas, contrariando o que há de mais intrínseco em mim. Não, sou tudo menos santa, eu sei, mas daí a dizerem-me que eu nunca serei boa pessoa parece-me um pouco duro....para quê tanta insensibilidade, Senhor Prior? Naaahhh...padre nenhum me convence, mas de certo terão todos cunha directa para o perdão.

“Toma lá uns salpicos de água benta e já não vais para o inferno”...Oh Senhor Padre, já que essa sua água é assim tão poderosa não dá para me curar aqui este calo? Ou quem sabe, se nos concentrar-mos muito, não apareçam os números do euro-milhões no fundo da pia...não? Só dá para não ir para o Inferno? Que chatice!

“Oh Senhor Padre, ontem fui às prostitutas, mas não se preocupe que usei preservativo”
“O QUÊ? Usaste preservativo? Ai homem, que isso é pecado. Vai ali para o canto, reza 5 Pais-nosso e 10 Ave-marias, e da próxima vez que lá fores às meninas faz-me o favor de trazer de lá, no mínimo dos mínimos, uma gonorreiazita...no mínimo!”.

Enfim, filosofias da vida. Mais uma das que eu não entendo. Ah, mas isso deve ser porque eu não sou boa pessoa...é a única explicação plausível.
Mas eu já percebi, não temos mesmo de ser bonzinhos, parecer que somos chega!

Domingo vou à missa!
ALICE

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Poema sem nexo nem contexto #1

Os dias nada me levam
Excepto o próprio tempo.
São inúteis, impacientes.
A carga é leve demais
Para se poder chamar existência.
Os dias nada me roubam
Excepto aquilo que não quero ter.
Tudo é como se planeou,
Nada se entrepõe no meu percurso,
E eu quero pedras no meu caminho.
Também quero construir um castelo.
Levem-me a paz,
Farta de paz estou eu.
Que insolência pegar na caneta,
Não há nada para escrever.
Os dias teimam em passar,
Não me ensinam a viver.
Continuo sentada no banco do recreio,
E um dia vou ver que envelheci.
Não quis saber que os dias
Passam sem satisfação,
Não me levantei.
Como queria ter andado no escorrega.
Mas era perigoso, podia cair.
Sentir o vento seria audaz demais.
Não me mexi e estou cansada,
Só de ver os dias passar.
Mania de não levarem nada para contar.
Um dia acabarei no chão.
Vou tombar, levada pelo cansaço.
E ninguém se vai recordar da queda.
ANA

domingo, 21 de fevereiro de 2010

The Chipettes (??)



It's my party and I cry if I want to...






NOTA: apesar de "velha" continuo a gostar de desenhos animados. Devo preocupar-me?


ALICE

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Saudade


É-me impossível transformar em palavras a dor que é perder um amigo. Faz hoje quatro anos que a leucemia levou a G. e, no entanto, o meu peito continua a apertar cada vez que o meu pensamento foge de volta para o que aconteceu. Dizem que o tempo cura tudo. Talvez, mas este é um sofrimento do qual eu não me quero curar. Quero recordar-me dela para sempre.
Foram três anos de luta, sempre com um sorriso nos lábios, e desde o início até ao fim esse sorriso enganou-me, fez-me acreditar.
Lembro-me tão nitidamente dos primeiros sintomas, do primeiro alerta. Ela parou a meio de uma das nossas aulas de música, chorava com a dor. Eu resmungava que ela era sempre a mesma fiteira. Ela sorria. Convenceu-me que não era fita. Nessa mesma noite ligou-me, estava no hospital e iam-lhe fazer um exame à medula. Não quis perceber, garanti-lhe que ia ficar tudo bem.

“Rita, tenho leucemia. Explicaram-me que é tipo um cancro do sangue, mas não faz mal porque o meu irmão é compatível e vamos fazer um transplante.”. Sorriu.

Dois dias sem saber dela. Resolvi ligar. Do outro lado uma voz mais madura, a mãe.

“Ritinha, a G. está em coma. Os médicos dizem que foi uma pneumonia e que está muito mal.”
Não sabia se sabia rezar ou sequer se alguém me ouvia, mas nos 15 dias seguintes foi tudo o que fiz. Rezei, na esperança que alguém me ouvisse.

“Um milagre”, disseram. Tinha acordado.
Durante meses vi a minha amiga ficar mais fraca através de um vidro.

“Estou um bocadinho melhor, já podes vir cá a casa.”
Quero ir, mas não quero ir. Passei horas naquele sofá. Durante três anos vimos filmes, ouvimos música, conversamos, jogamos jogos de mesa, festejamos um dos aniversários...e eu continuo sem saber se estive mesmo lá. Assim que pisava o chão daquela sala, assim que a via daquela maneira, mesmo sem sair do sítio, fugia. Escapava da realidade. Ela sorria.

“Este transplante não resultou. Tenho de fazer outro.”

“Este transplante também não deu certo. Vamos tentar outra vez.”

Num dia próximo do Natal lá fui eu a mais uma visita/tarde de distracção. Deu-me uns brincos feitos pela sua própria mão. “Tenho muito tempo livre”, disse, logo seguido por uma gargalhada. Aproveitando que eu ainda me ria, e enquanto punha os meus brincos novos:

“Rita, estou cansada. Chegou a hora de parar de lutar.” Sorriu.

Assim como estava, foi tal e qual como fiquei. Não chorei, não falei, não esperneei, não reagi, nada. Se me concentrasse muito podia ser que aquilo que ela tinha acabado de dizer não fosse verdade. Preferi ignorar. Se eu ignorasse talvez não se tornasse real.
Os dois meses seguintes foram de angústia contida e dissimulada. Era difícil contactá-la, saber notícias. Finalmente, a voz madura outra vez:

“Ritinha, eu sei que tens ligado mas a G. está muito cansada, não consegue atender, mas quando conseguir liga-te, está bem?”

Não me sossegou. Uns dias mais tarde recebo uma mensagem no telemóvel:
“Desculpa por não te ter atendido. Espero que saibas que não é por mal e que gosto muito de ti. Aconteça o que acontecer, nunca te esqueças que serás sempre muito importante para mim e que eu nunca te vou esquecer.”

Respondi:
“Eu também nunca te vou esquecer. Mas não sejas parva, vai ficar tudo bem”. Foi a última vez que falamos. Foi por escrito e eu disse-lhe a coisa mais ridícula do mundo! “Não sejas parva”. Como me posso perdoar?

Dois dias depois, num domingo pela hora de almoço, toca o telefone de casa. Atendeu a minha mãe, não falou. Do reflexo do espelho vi a cara dela, e eu que nunca quis perceber, percebi. O chão fugiu-me dos pés, as pernas cederam, e pela primeira vez em três anos, reagi.

Há quem diga que há momentos na vida que nos muda, e a partir daquele momento posso afirmar que nunca mais fui a mesma. Tinha 19 anos e perdi uma amiga. A morte dela mudou tudo, absolutamente tudo, na minha vida. Mudou a minha personalidade, a minha maneira de encarar tudo que me rodeia, a minha maneira de ser e de estar. Deixei de acreditar que era imortal, passei a acreditar menos na “vida é bela”, deixei de fazer amigos com facilidade, nunca mais consegui encarar alguns que já tinha. Tornei-me mais amarga, menos crente, mais medrosa, mais cautelosa, mais fria. E definitivamente muito mais triste.
Todos os dias penso como seria se ela estivesse aqui. Teria sido enfermeira como sonhava? Teria já casado? Filhos? Seriamos ainda amigas? Ou já nos teríamos separado à força de uma trivialidade qualquer? Seja como for estaria, com certeza, a sorrir.

Dois dias depois fiz anos, e fazer anos nunca mais teve o mesmo sabor. Um ano depois voltei a fazer anos...e a mãe dela deu-me uns brincos.

E eu sorri.

RITA
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Miúda, quando morrer a primeira coisa que faço é dar-te uma coça por me teres deixado tão cedo.
Fazes-me falta, porra...

ALICE
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E quando achava que já não havia mais lágrimas para chorar...

Continuo sem saber como te dizer adeus, digo-te antes, até um dia.

ANA

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Eu não gosto, mas...

Eu não gosto de dia dos namorados, mas isso não quer dizer que não acredite no amoooor (coisa mais linda que disse agora)....adiante. Como tal, sempre que via este anúncio da Ralph Lauren derretia-me toda...e ainda derreto. E em honra deste suposto "dia do amor", cá está ele.

Um dia que tenha um "dito cujo"....que assim seja!!



A música é de Carly Simon

"My romance doesn't have to have a moon in the sky
My romance doesn't need a blue lagoon standing by
No month of may, no twinkling stars
No hide away, no softly guitars

My romance doesn't need a castle rising in Spain
Nor a dance to a constantly surprising refrain
Wide awake I can make my most fantastic dreams come true

My romance doesn't need a thing but you
My romance doesn't need a thing but you"


RITA

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dão licença?

Dão-me licença que eu não goste do Dia dos Namorados?
É que eu bem me contorço, bem tento, mas não consigo gostar. Eu até podia dizer que é por causa do abuso de consumismo, que o amor deve ser festejado todos os dias, e não num dia só do ano, mas não, o meu problema é outro, e eu passo a explicar.

O meu problema é, exactamente, a felicidade dos outros! É isso, chamam-me cruel mas tanto amor no ar provoca-me má disposição geral. Ele é coraçõezinhos, florezinhas, musiquinhas...por tooooooodo o lado!! Até a minha adorada quintinha (farmville no facebook) foi invadida por ovelhas apaixonadas e cartinhas de amor. E eu lá tenho de ir atrás da festa...contrariadíssima, claro está.

E inventarem um dia dos solteiros? Isso é que era! Não sei muito bem o que iríamos festejar, mas era mesmo só para meter nojo aos outros, desgraçados, que têm de levar com o insensível do marido, ou a metediça da mulher.

E comentam as pessoas: “Tu tens é inveja, oh pindérica!”

Quanto a isso só tenho uma coisa a dizer: “É verdade, sim senhor”.
Tanto a inveja, que por sinal até é pecado (ainda bem que eu não almejo chegar a santa), como a referência à minha “pinderiquice”. Sou pindérica, de alma e coração...é que isto de estar sozinha, não mata, mas mói.

Haja Alegria, ALICE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coitadinha é que não...

O que mais me irrita sobre o facto de estar desempregada é ter de aturar, basicamente, a treta dos outros. É que não há nada pior do que pessoas que não sabem nada da minha vida e da minha situação a mandar o seu “bitaite”. Seeeeeeeeeeempre....todos os dias, a toda a hora.

-“Porque não tentas aquele hospital XPTO?”

-“Porque não vais para Espanha?”

-“Devias mandar mais currículos!”

-“Estás a acomodar-te.”

-“Devias insistir mais.”

-“Podias continuar a estudar.”

-“Não devias estar a trabalhar fora da tua área.”

É que já não há paciência!!

Não entendo como é que certas pessoas sabem tanto da minha vida, como devo geri-la e organizá-la, melhor mesmo que eu. Isto vindo de pessoas que me vêem quando o rei faz anos faz-me uma ligeira comichão.

Pior que isto é as pessoas que olham para mim como se eu fosse alguma desgraçada da sociedade. Tal como já referi, sou operadora de caixa, e como tal, atendo demasiada gente conhecida. Comentário típico: “Ai coitadinha, olha tiraste um curso para agora trabalhares aqui”.

Coitadinha??? COITADINHA??? Já dizia a minha avó que coitadinho é corno....e é bem certo.
Então vejamos:

Ponto núm.1: Se estou a trabalhar temporariamente fora da minha “praça”, é porque EU quero. Ninguém me obrigou e não, não passo fome em casa, nem nunca me faltou abrigo.

Ponto núm.2: Contrariamente ao que as mentes mais inocentes podem pensar, não estou a pensar fazer carreira em ensacar leite meio-gordo e pão de forma sem côdea.

Ponto núm.3: (e muita gente não entende isto) não considero que trabalhar numa outra coisa seja perda de tempo. Seja em que área for, tudo se transforma em ganho de conhecimentos, e ninguém tem o poder para dizer que um conhecimento é mais importante que outro. Quando tinha 18 anos trabalhei numa cozinha, a lavar pratos e panelas, e aí ninguém me chamou de coitadinha (supostamente fazia-me bem saber o que custa ganhar uns trocados), mas agora, só porque tenho um canudo na mão o trabalho parece tornar-se menos valorizado.

Ponto núm.4: Se tomei a decisão de trabalhar, não foi de ânimo leve. Além de não ganhar raízes ao meu sofá e voltar a deprimir (tendência assustadora em mim), o dinheiro que estou a ganhar, está intacto à espera que os meus papéis para emigrar estejam prontos. Sim, minha gente, porque até para ir ganhar dinheiro lá para fora, é preciso (espantem-se) DINHEIRO!!


RITA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Perguntas Idiotas

Se há coisa que me irrita são as perguntas idiotas.


Ontem estava a entrar em casa e mal bato com a porta da rua surge a minha avó, disparada da cozinha com a colher de pau em riste, qual padeira de Aljubarrota, qual quê. A imagem tinha tanto de familiar como de perturbadora. Rapidamente faz a dita pergunta:


-“Já chegaste?”


- “Se Já cheguei?? SE JÁ CHEGUEI?? Claro que não Vó, criei um holograma meu para que ninguém descobrisse que eu neste momento estou em Bora-Bora, numa praia paradisíaca, rodeada de escravos sexuais, todos eles prontos a satisfazer os meus desejos mais intímos. Mas não contes a ninguém. Fica o nosso segredinho”


Podia jurar que aquela colher de pau ia voar em direcção à minha testa. Mas não, incomodada com a referência a uma possível vida sexual retira-se, não sem antes murmurar entre dentes:


-“Vai te f#%6r rapariga, que tu estás a gozar comigo e eu não estou para te aturar”

Alice

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O meu velho Patxi

Lembro-me de ser pequena e o meu pai me dizer: "Anda, vem ouvir "a" voz"!! E assim foi que o meu pai me apresentou a Patxi Andion....

Podem chamar-me pindérica ou antiquada (acreditem que já ouvi coisas dessas) mas eu gosto de Patxi, por tudo aquilo que me faz sentir.

A relação que tenho com o meu pai é superior a qualquer coisa que se possa expor e explicar aqui, mas tenho no meu pai a minha consiência. Dotado de uma força que me transcende, sempre que ouço Patxi, ou Zeca, ou Pedro Barroso, José Mario Branco, Ary dos Santos, reporto-me ao meu pai.

Há quem fale de Liberdade e outras coisas que eu talvez nunca entenda da maneira como ele a entendeu....para mim é tudo mais simples, mais caseiro, mais pessoal...não sei o que foi viver antes do 25 de Abril, não me podem falar de censura e opressão porque eu nunca vou entendê-la. Nunca precisei...

Mas falem-me do meu pai, que os meus olhos brilham....por isso gosto de Patxi.

Ana

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Serei eu uma pessoa doente?

Embora seja Enfermeira (no papel também conta para alguma coisa, certo?), estou temporariamente a trabalhar como operadora de caixa num daqueles hipermercados, cujo o nome não se pode dizer, mas que começa por C e acaba em E, e no meio tem "ontinent". Só assim evito o perigo eminente de ganhar uma úlcera de pressão na sacro de tanto esperar sentada no meu sofá que um emprego me bata à porta. Isso, e ganhar uns trocados...

Isto foi apenas uma pequena introdução para vos contar o seguinte:

Estava eu a trabalhar, ora passa as bananas (BIP), ora passa o atum enlatado (BIP), duas de treta à cliente, já não me lembro bem sobre o quê (muito provavelmente sobre o tempo), ora passa os pensos higiénicos (BIP), mais um sorriso, que fica sempre bem, ora passa os iogurtes líquidos (BIP BIP)....MERDA, registei duas vezes, toca a anular (-BIP), uma desculpa engraçada para a senhora se rir, ora passa os cotonetes (BIP), e eis senão quando, ouço a cliente dizer:

- "A menina está bem???"

Ora, rapidamente tentei alcançar o objectivo daquela pergunta...estaria a ficar pálida devido à famosérima "quebra de tensão"??? Isso não seria com certeza....sentia-me pronta a registar 40 quilos de batatas, cheia de "pujança". Respirei fundo e lá foi:

- "Eu estou. Porquê?"

- "É que a menina é simpatica. E isso não é normal."


E pronto, está tudo dito...vivemos num mundo onde ser simpático é considerado doença!!!


ALICE

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Eu, me e moi....





Passo a apresentar as três pessoas que irão escrever neste blog:


- A Rita, a mais social e realista de todas. O que se pode chamar de uma verdadeira "terra-a-terra". Enfermeira de profissão (acredita que o é de vocação também), embora desempregada. É a que mais sobressai mas, embora não pareça, é bastante influenciada pelas restantes.


- A Alice, a foliona, irresponsável, preguiçosa, respondona, acusadora, com vontade de tocar em todas as feridas...enfim, a parva. Sempre a rir, sempre com vontade de fazer rir os outros. Interventiva, e nunca conformada. Dito isto, as outras têm um bocado de ciúmes da sua maneira de estar, embora não o admitam.


- A Ana, a melancólica e nostálgica. Fica no canto dela, quase imperceptível ao mais comum do olhar...observadora e incompreendida. Julga que todo o mal do Mundo caiu nos ombros dela. Não ousa acreditar nela própria. As outras sentem medo da sua verdadeira força.


Sim, eu sou três. Talvez até seja muitas mais...ainda por explorar.
E cada uma de mim vive, sente e vê o que a rodeia de uma maneira peculiar e pessoal.


3 assinaturas diferente, três faces da mesma moeda...