Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Vou ter saudades...

a) da comida da minha mãe
b) de conduzir
c) das palavras sábias do meu pai
d) do cheiro da Praia Norte
e) das piadas da minha avó
f) de ouvir música aos berros no quarto
g) dos beijos do meu namorado
h) da farmácia
i) dos "surtos" da Carol
j) das sobremesas da minha cunhada
k) da gargalhada do meu afilhado
l) de passar a mão na barriga da minha prima
m) de passear de mão dada
n) de comer bolas de berlim do Manel Natário
o) de olhar para o monte e ver Santa Luzia
p) dos abraços da minha madrinha
q) de ouvir aquela criança dizer "madrinhaaaaa"
r) da cova do meu sofá
s) dos jantares de sábado à noite
p) de andar de ambulância
u) do "teu" cheiro...de "ti"
v) da minha casa
x) da minha cidade
z) de Portugal




E pronto, escrevo-vos de novo daqui a 2000 km!


Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Este ano...


...o 25 de Abril vai ter mais que um significado!

Sábado, 17 de Março de 2012

Andei no laró

Os últimos dias foram de muito descanso, conhecer coisas novas, e muito mimo e beijinhos. Foi muito bom e não me apetecia voltar.


E de resto ando a ficar deprimida e nostalgica. O meu último dia de trabalho finalmente chegou...agora é uns tempos de "férias" e lá vou eu. Cheínha de medo mas com alguma esperança na bagagem.


Ficam aqui algumas das mil e tal fotos que tiramos!























Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Parece fácil

Para quem era suposto ter o último dia de trabalho no último dia do mês de Fevereiro, não está fácil de desligar-me. É só mais um dia para isto, e mais um dia para aquilo...quero ir-me embora mas já estou nostálgica.



Sou uma fraquinha e vou ter saudades! De algumas coisas, e de algumas pessoas. De outras não. Como tudo. Pode ser que esta semana seja mesmo a última. A ver vamos.

Sábado, 3 de Março de 2012

Ilucidem-me

Como é que se deve reagir quando se está num funeral, em pleno cemitério, e se é apalpada por um homem casado?

Que nojo.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Quer-se-me parecer

que ontem fiz anos e que já há muito tempo que não desfrutava assim dum aniversário. Foi bom. Muito bom mesmo.

E hoje recebi uma prenda atrasada, que foi mais uma notícia que prenda, e que me deixou meia "abananada". É que fiquei euforicamente feliz ao saber e dois segundos depois (quando dei conta da realidade) estupidamente triste.

Coisas que a vida tece.

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Outra vez 19/02

E lembro-me de uma tarde de ensaios, como tantas outras. Nós no coro sentadas em fila nos banquinhos de madeira, o rapaz da bateria lá atrás a tentar levantar as sais das miúdas com as baquetas, a boa disposição, os risos, as gargalhadas. E nós sentadas...e ela apé...meia destrambelhada, como sempre foi e como nós nos riamos por ela ser assim. Porque era mesmo assim que gostavamos dela. E o Chico, nosso professor de canto e música, o que se pode chamar de uma pessoa porreira, sempre com uma palavra de alegria, mas que até para ele a paciência tem limites, e a cada duas frases dizia:


-G., senta-te!


-G., está quieta!


-G., Está calada!


E nós riamos. Porque ela era mesmo assim.


E ia à porta. E ia à janela. E ia ao baterista (ai o baterista). E voltava para a nossa beira.

E nós riamo-nos.


E chega a hora de cantar. E diz o Chico:


-Vá meninos, todos de pé.


E nós obdeciamos. E eis que ele passa um olhar por nós, e todos apé, em sentido. Mas alguém estava sentado. Era ela. E o Chico diz, quase cansado:


-G., põe-te apé.


Ao que ela responde, de sorriso matreiro:


-Oh, agora estou cansada!


Nós rimo-nos. Até o Chico não controlou a gargalhada.


Porque ela era assim.

E eu tenho saudades dela.