quarta-feira, 10 de março de 2010

Poema sem nexo nem contexto #2

Estou insane.
Vagueei km no meu pequeno quarto,
Droguei-me, soltei-me.
Vivo no mundo meu,
Mundo aberto para o zero.
Quero ver.
Quero correr.
Sujei os dedos de azul,
Com uma tinta que não escrevi.
Sorte que foste,
Azar que quero ser e ter.
Calor a bater no corpo,
Faz-me gemer de mágoa.
Balanço sobre mim,
Sem sentido nem vontade.
Cruzo-me com o que não há,
Esqueço-me de cores e sabores.
Insane, não faço sentido.
A cama me espera,
E durmo no chão.
De veludo me acho e me sinto,
Como se requintado o passado.
Amarro o cabelo em penitência,
Adoro sem vontade,
E marcas no corpo me lembram
De tudo o que não fui.
Fujo de luz,
Fico assim, em trémulos.
Asas que não querem voar.
Descansa. Medita. Relaxa.
Vai o grito para dentro,
E quero ser insane sempre.
E enfim lacrimejo.
O alívio.
Que me puxem para a realidade,
Não quero, não deixo.
Quente a mão que me arrepia,
Partilho tudo que tenho com ninguém.
Sou insane, louca dentro de mim.
Tenho coragem para ter medo,
E sinto-me partir...





ANA

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