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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Por favor

Alguém que informe o meu vizinho de baixo que 8 da manhã não é uma boa hora para se furar paredes. E quem diz furar paredes diz partir azulejo ou destruir móveis. 8 da manhã é uma péssima hora.

Não podia ser às 10H?? Ou às 11H? Ou até mesmo às 15H ou 16H??? Tinha mesmo de ser às 8H??

Sorte a minha que tive mesmo de vir trabalhar. Mas pobre da minha avó que quando espreitei no quarto dela estava na cama, com os cobertores até às orelhas, e a murmurar qualquer coisa. Se bem a conheço estava, de certezinha, a chamar-lhe nomes baixinho. E qui çá a rogar-lhe uma praga ou duas!!

Hei-de jurar que aquele homem gosta mais da Black n' Decker dele do que da própria mulher.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tenho o nome gasto...

...de tantas vezes que é chamado durante o dia! Se ao menos fosse para me dar dinheiro ou chocolates. Mas não, é invariavelmente para me dar trabalho.

Ora Rita "é uma injecção"
Ora Rita "é uma caixa de Sinvastatina pó elevador, oh fá xavor"
Ora Rita "confere as facturas"
Ora Rita "anda cá ver se este dedo está partido"
Ora Rita "atende o telefone"
Ora Rita "olha as encomendas que chegaram"
Ora Rita "faz estas devoluções"
Ora Rita "marca estes preços"
Ora Rita "vê os Triglicerídeos da D.Maria"
Ora Rita "passa-me as bolachas"
Ora Rita "coça-me as costas e beija-me os pés"
Ora Rita, Rita Rita...

Só à noite é que ninguém chama por mim.....ORA BOLAS!!!

RITA

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coitadinha é que não...

O que mais me irrita sobre o facto de estar desempregada é ter de aturar, basicamente, a treta dos outros. É que não há nada pior do que pessoas que não sabem nada da minha vida e da minha situação a mandar o seu “bitaite”. Seeeeeeeeeeempre....todos os dias, a toda a hora.

-“Porque não tentas aquele hospital XPTO?”

-“Porque não vais para Espanha?”

-“Devias mandar mais currículos!”

-“Estás a acomodar-te.”

-“Devias insistir mais.”

-“Podias continuar a estudar.”

-“Não devias estar a trabalhar fora da tua área.”

É que já não há paciência!!

Não entendo como é que certas pessoas sabem tanto da minha vida, como devo geri-la e organizá-la, melhor mesmo que eu. Isto vindo de pessoas que me vêem quando o rei faz anos faz-me uma ligeira comichão.

Pior que isto é as pessoas que olham para mim como se eu fosse alguma desgraçada da sociedade. Tal como já referi, sou operadora de caixa, e como tal, atendo demasiada gente conhecida. Comentário típico: “Ai coitadinha, olha tiraste um curso para agora trabalhares aqui”.

Coitadinha??? COITADINHA??? Já dizia a minha avó que coitadinho é corno....e é bem certo.
Então vejamos:

Ponto núm.1: Se estou a trabalhar temporariamente fora da minha “praça”, é porque EU quero. Ninguém me obrigou e não, não passo fome em casa, nem nunca me faltou abrigo.

Ponto núm.2: Contrariamente ao que as mentes mais inocentes podem pensar, não estou a pensar fazer carreira em ensacar leite meio-gordo e pão de forma sem côdea.

Ponto núm.3: (e muita gente não entende isto) não considero que trabalhar numa outra coisa seja perda de tempo. Seja em que área for, tudo se transforma em ganho de conhecimentos, e ninguém tem o poder para dizer que um conhecimento é mais importante que outro. Quando tinha 18 anos trabalhei numa cozinha, a lavar pratos e panelas, e aí ninguém me chamou de coitadinha (supostamente fazia-me bem saber o que custa ganhar uns trocados), mas agora, só porque tenho um canudo na mão o trabalho parece tornar-se menos valorizado.

Ponto núm.4: Se tomei a decisão de trabalhar, não foi de ânimo leve. Além de não ganhar raízes ao meu sofá e voltar a deprimir (tendência assustadora em mim), o dinheiro que estou a ganhar, está intacto à espera que os meus papéis para emigrar estejam prontos. Sim, minha gente, porque até para ir ganhar dinheiro lá para fora, é preciso (espantem-se) DINHEIRO!!


RITA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Perguntas Idiotas

Se há coisa que me irrita são as perguntas idiotas.


Ontem estava a entrar em casa e mal bato com a porta da rua surge a minha avó, disparada da cozinha com a colher de pau em riste, qual padeira de Aljubarrota, qual quê. A imagem tinha tanto de familiar como de perturbadora. Rapidamente faz a dita pergunta:


-“Já chegaste?”


- “Se Já cheguei?? SE JÁ CHEGUEI?? Claro que não Vó, criei um holograma meu para que ninguém descobrisse que eu neste momento estou em Bora-Bora, numa praia paradisíaca, rodeada de escravos sexuais, todos eles prontos a satisfazer os meus desejos mais intímos. Mas não contes a ninguém. Fica o nosso segredinho”


Podia jurar que aquela colher de pau ia voar em direcção à minha testa. Mas não, incomodada com a referência a uma possível vida sexual retira-se, não sem antes murmurar entre dentes:


-“Vai te f#%6r rapariga, que tu estás a gozar comigo e eu não estou para te aturar”

Alice