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quarta-feira, 23 de junho de 2010

CUPCAKES


QUERO COMER UMA COISA DESTAS!!!


No outro dia, andava eu a pavonear-me nos corredores de um shops cá da Capital, e aparecem-me os bons dos cupcakes à frente. De imediato pensei: QUEEERROOO...são meus, ninguém mos vai tirar, vou labuzar-me, empantorrar-me...


Olhei para baixo e a minha amiga banha mirou-me e piscou o olho, como que dizendo: "sim, continuo aqui"!


Foi aí que decidi: Pronto, só um...para matar a gula, o desejo. Que mal pode fazer? Um bolizito daqueles, piquinito, inocente, inofensivo...não pode ter assim tantas calorias!! É isso...vai ser só um...


Aproximei-me então, cheiinha de intenções de matar a minha obcessão, olhei para a tabela de preços e num ápice as minhas dúvidas dissiparam-se. Afinal estava mesmo gorda, até para um mini cupcake de 4 euros e meio...CHIÇA!!


Gorda e pobre, é como estou....será que o meu destino já é agora??
ALICE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coitadinha é que não...

O que mais me irrita sobre o facto de estar desempregada é ter de aturar, basicamente, a treta dos outros. É que não há nada pior do que pessoas que não sabem nada da minha vida e da minha situação a mandar o seu “bitaite”. Seeeeeeeeeeempre....todos os dias, a toda a hora.

-“Porque não tentas aquele hospital XPTO?”

-“Porque não vais para Espanha?”

-“Devias mandar mais currículos!”

-“Estás a acomodar-te.”

-“Devias insistir mais.”

-“Podias continuar a estudar.”

-“Não devias estar a trabalhar fora da tua área.”

É que já não há paciência!!

Não entendo como é que certas pessoas sabem tanto da minha vida, como devo geri-la e organizá-la, melhor mesmo que eu. Isto vindo de pessoas que me vêem quando o rei faz anos faz-me uma ligeira comichão.

Pior que isto é as pessoas que olham para mim como se eu fosse alguma desgraçada da sociedade. Tal como já referi, sou operadora de caixa, e como tal, atendo demasiada gente conhecida. Comentário típico: “Ai coitadinha, olha tiraste um curso para agora trabalhares aqui”.

Coitadinha??? COITADINHA??? Já dizia a minha avó que coitadinho é corno....e é bem certo.
Então vejamos:

Ponto núm.1: Se estou a trabalhar temporariamente fora da minha “praça”, é porque EU quero. Ninguém me obrigou e não, não passo fome em casa, nem nunca me faltou abrigo.

Ponto núm.2: Contrariamente ao que as mentes mais inocentes podem pensar, não estou a pensar fazer carreira em ensacar leite meio-gordo e pão de forma sem côdea.

Ponto núm.3: (e muita gente não entende isto) não considero que trabalhar numa outra coisa seja perda de tempo. Seja em que área for, tudo se transforma em ganho de conhecimentos, e ninguém tem o poder para dizer que um conhecimento é mais importante que outro. Quando tinha 18 anos trabalhei numa cozinha, a lavar pratos e panelas, e aí ninguém me chamou de coitadinha (supostamente fazia-me bem saber o que custa ganhar uns trocados), mas agora, só porque tenho um canudo na mão o trabalho parece tornar-se menos valorizado.

Ponto núm.4: Se tomei a decisão de trabalhar, não foi de ânimo leve. Além de não ganhar raízes ao meu sofá e voltar a deprimir (tendência assustadora em mim), o dinheiro que estou a ganhar, está intacto à espera que os meus papéis para emigrar estejam prontos. Sim, minha gente, porque até para ir ganhar dinheiro lá para fora, é preciso (espantem-se) DINHEIRO!!


RITA