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domingo, 25 de julho de 2010

Os Melões?


Durante o trabalho, numa espécie de entrevista:

Eu: A senhora mora aqui em Alfragide?
Senhora: Não, não, moro aqui em Almeirim!

(G'anda Melão)

Eu: Peço desculpa, é que ainda ontem estive em Alfragide.
Senhora: Estou a ver que é muito viajada.

...


E por falar em melões...Aparentemente tornei-me numa "viajante" forçada...e lá ando eu na minha carripana de terra em terra, e sempre que vou para algum lado pedem-me que traga de lá qualquer coisa (que acabo sempre por nunca trazer)...já em Almeirim foi os melões.
Teoricamente há-os aos pontapés e são muitos bons, mas eu cá não vi nenhum.

Ainda questionei um senhor sobre esta problemática de não encontrar as típicas banquinhas na estrada nacional mas ele disse logo que agora o que está a dar é a franboesa. Vá-se lá perceber...

Em Ferreira do Alentejo uma senhora muito simpática queria que eu trouxesse de lá uma ovelha...ainda ponderei escondê-la de baixo do banco da carrinha e, posteriormente, de baixo da cama da pensão...mas era capaz de fazer muito esterco, abusar do mémé, e ainda por cima ainda estava a leite. Era orfã de pai e mãe, a desgraçada.

E depois era um pato! Pois claro que dava um bom arrozinho mas que faço eu com um pato? Dou-lhe uma cacetada e meto-o na mala do autocarro? Couvinhas que é bom, grelos ou pimentos, já ninguém oferece.


Para a semana vou até Barrancos. Ao receber a notícia a minha mãe foi rápida a raciocinar: "Tráz chouriço"...ao que o meu pai rapidamente responde: "não sejas parva, tráz mas é vinho"!

Eu ainda não descobri as maravilhas de Barrancos mas acho que de lá só vou trazer uma grande necessidade de tirar férias...




E assim se gasta tempo a escrever sobre porra nenhuma...saudades!


ALICE

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quem me leva de volta?

Eu sei que esta coisa dos Açores já foi há quase um mês mas o estado de preguicite aguda em que vivo apoderou-se finalmente de todos os aspectos da minha vida, até mesmo, escrevinhar umas parvalheiras.

(Existe a palavra "escrevinhar"? E "parvalheiras", existe?)

...Moving on...

Eu até tinha todas as intenções de provar que estive mesmo nos Açores com uma foto maravilhosa da Lagoa das Sete Cidades, mas a verdade é que nem eu sei muito bem se estive mesmo lá.

É que do tempo que lá estive só era possível enxergar ISTO:




Oh larilas....não se via um palmo à frente do meu pobre e enorme nariz. Juro que quando cheguei lá em cima larguei uma pequena lágrima de tristeza.

Mas pronto, não foi tudo mau....vi as vacas (muitas vacas), e principalmente a calçada!
Sim, a calçada....porque andamos que nos fartamos, até me sair o dedinho grande do pé pelo sapato fora.

Enfim, diverti-me a valer, mas vim embora só com uma convicção: Vou ter de voltar um dia!


E mais não digo porque..."What goes on Açores, stays on Açores...".....(ou qualquer coisa parecida com isto...ouvi num filme e sempre quis dizer. eheheh).

RITA

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Here We Go

E neste momento estou eu a fazer uma modésta mala para apenas 3 dias e meio...mas que vai carregadinha de vontade de sair!!!

E lá vou eu, e mais 19 mulheres (upa upa), a caminho dos Açores para três dias repletos de despreocupações. Pelo menos assim espero, porque isto de juntar 20 mulheres no mesmo espaço durante 72 horas é, no mínimo, um risco para Alerta Laranja!!

Toca a tirar o Traje Académico do fundo do baú (com sorte não tem bolor) e pimbas...é preparar a garganta para as cantorias e para o álcool. Não sei se a minha alma aguenta, mas que estava mesmo a precisar de uns diazinhos, estava.

E durante três dias não vou pensar que estou desempregada ou que sou uma solitária...Vou apenas gozar e aproveitar isto:


RITA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Perguntas Idiotas

Se há coisa que me irrita são as perguntas idiotas.


Ontem estava a entrar em casa e mal bato com a porta da rua surge a minha avó, disparada da cozinha com a colher de pau em riste, qual padeira de Aljubarrota, qual quê. A imagem tinha tanto de familiar como de perturbadora. Rapidamente faz a dita pergunta:


-“Já chegaste?”


- “Se Já cheguei?? SE JÁ CHEGUEI?? Claro que não Vó, criei um holograma meu para que ninguém descobrisse que eu neste momento estou em Bora-Bora, numa praia paradisíaca, rodeada de escravos sexuais, todos eles prontos a satisfazer os meus desejos mais intímos. Mas não contes a ninguém. Fica o nosso segredinho”


Podia jurar que aquela colher de pau ia voar em direcção à minha testa. Mas não, incomodada com a referência a uma possível vida sexual retira-se, não sem antes murmurar entre dentes:


-“Vai te f#%6r rapariga, que tu estás a gozar comigo e eu não estou para te aturar”

Alice