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terça-feira, 12 de abril de 2011

É p'ra isso mesmo

Entre caixas e caixinhas encontrei o medicamento com o melhor nome de sempre.






Ah pois, PROTEZON, que vai se a ver e é mesmo "p'ro tesão"...
De vez em quando, trabalhar numa Farmácia ainda consegue arrancar um gargalhada de mim!


ALICE

domingo, 27 de fevereiro de 2011

"Como disse?"


Chamaram-me para administrar um injectável. Lá abandonei as imensas caixinhas de comprimidos e cremes e subi as escadas moderadamente contente. Afinal, neste meu emprego, vão sendo raras as ocasiões para me sentir minimamente enfermeira. Vou fazendo de tudo que posso. Muito de auxiliar de farmácia, alguma coisa de estafeta ou menina de recados, quanto baste de "arrumadora de coisas em geral", muito pouco de enfermeira. Não é portanto de estranhar que uma merdice de uma injecção me deixe contente. Visto a bata e o meu sorriso amistoso e lá vou eu.

Sempre tive a sensação que as pessoas me tratam de maneira diferente por trabalhar numa farmácia ao invés de estar num hospital, por exemplo. Talvez tenham razão. Dar injecções e avaliar tensões arteriais não faz de mim uma enfermeira.

A senhora lá entrou, baixou a saia e deitou-se na marquesa. Quando acabei ela continuou deitada. Perguntei se estava tudo bem, e disse que se estivesse podia se levantar. Ao que a senhora diz, num tom de como quem fala com o mordono:

"Menina, faça o favor de me massagar o rabo para o líquido espalhar melhor".

Como disse? Quando é que eu passei de profissional de saúde para massajadora de rabos? Definitivamente ando a fazer alguma coisa errada. Se ao menos ter outro emprego fosse uma opção de escolha.

Este é só um exemplo de como atender utentes é tão diferente do que atender CLIENTES. Não, não tenho feitio para atender clientes. Embora na sua essência os utentes ou doentes, sejam sempre clientes. É só uma questão de como lhe querem chamar.

Mas estes são tão clientes ao ponto de exigirem que lhe massagem o rabo.


ALICE

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tenho o nome gasto...

...de tantas vezes que é chamado durante o dia! Se ao menos fosse para me dar dinheiro ou chocolates. Mas não, é invariavelmente para me dar trabalho.

Ora Rita "é uma injecção"
Ora Rita "é uma caixa de Sinvastatina pó elevador, oh fá xavor"
Ora Rita "confere as facturas"
Ora Rita "anda cá ver se este dedo está partido"
Ora Rita "atende o telefone"
Ora Rita "olha as encomendas que chegaram"
Ora Rita "faz estas devoluções"
Ora Rita "marca estes preços"
Ora Rita "vê os Triglicerídeos da D.Maria"
Ora Rita "passa-me as bolachas"
Ora Rita "coça-me as costas e beija-me os pés"
Ora Rita, Rita Rita...

Só à noite é que ninguém chama por mim.....ORA BOLAS!!!

RITA

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A "droga" está a fazer-me mal

Isto de ser enfermeira e trabalhar numa Farmácia tem os seus momentos. Mas o facto de estar rodeada de caixas, caixinhas e caixonas de medicação está, muito provavelmente, a queimar-me o cérebro por dentro. No hospital conhecemos a metoclopramida ou a enoxaparina...ali temos de levar com o primperan e com o lovenox (queria por aqui aquele símbolo de marca registada mas como não encontro no teclado, suponho que não exista), juntamente com os seus outros 134.785.900 amigos medicamentosos. Tantos gavetas e prateleiros com tantos nomes, cores e feitios de droga só podia correr mal.
Mas não fosse hoje dia 13, tive uma visão. Enquanto tentava não me afogar naquela panóplia de coisinhas que maltratam o fígado, descobri que isto ate pode ter a sua graça, há é que procurá-la.
Eu comecei, mas rapidamente as minhas colegas tomaram-lhe o gosto. Aqui pode não ser perceptível mas valeu pelas gargalhadas que demos.
"Airtal, o meu homem januvia, agora janumet. Eu bem lhe perguntei; Omnic, mnic filho, isso não paracetamol? Mas ele não é nenhum angeliq. De certeza que quando vier a domperidona vai a livial. Ai ai. I'm a singulair....(boa música) All the singulair, all the singulair...put a ring on it..."
Enfim, as minhas desculpas!
RITA