Estou insane.
Vagueei km no meu pequeno quarto,
Droguei-me, soltei-me.
Vivo no mundo meu,
Mundo aberto para o zero.
Quero ver.
Quero correr.
Sujei os dedos de azul,
Com uma tinta que não escrevi.
Sorte que foste,
Azar que quero ser e ter.
Calor a bater no corpo,
Faz-me gemer de mágoa.
Balanço sobre mim,
Sem sentido nem vontade.
Cruzo-me com o que não há,
Esqueço-me de cores e sabores.
Insane, não faço sentido.
A cama me espera,
E durmo no chão.
De veludo me acho e me sinto,
Como se requintado o passado.
Amarro o cabelo em penitência,
Adoro sem vontade,
E marcas no corpo me lembram
De tudo o que não fui.
Fujo de luz,
Fico assim, em trémulos.
Asas que não querem voar.
Descansa. Medita. Relaxa.
Vai o grito para dentro,
E quero ser insane sempre.
E enfim lacrimejo.
O alívio.
Que me puxem para a realidade,
Não quero, não deixo.
Quente a mão que me arrepia,
Partilho tudo que tenho com ninguém.
Sou insane, louca dentro de mim.
Tenho coragem para ter medo,
E sinto-me partir...
ANA
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quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Poema sem nexo nem contexto #1
Os dias nada me levam
Excepto o próprio tempo.
São inúteis, impacientes.
A carga é leve demais
Para se poder chamar existência.
Os dias nada me roubam
Excepto aquilo que não quero ter.
Tudo é como se planeou,
Nada se entrepõe no meu percurso,
E eu quero pedras no meu caminho.
Também quero construir um castelo.
Levem-me a paz,
Farta de paz estou eu.
Que insolência pegar na caneta,
Não há nada para escrever.
Os dias teimam em passar,
Não me ensinam a viver.
Continuo sentada no banco do recreio,
E um dia vou ver que envelheci.
Não quis saber que os dias
Passam sem satisfação,
Não me levantei.
Como queria ter andado no escorrega.
Mas era perigoso, podia cair.
Sentir o vento seria audaz demais.
Não me mexi e estou cansada,
Só de ver os dias passar.
Mania de não levarem nada para contar.
Um dia acabarei no chão.
Vou tombar, levada pelo cansaço.
E ninguém se vai recordar da queda.
Excepto o próprio tempo.
São inúteis, impacientes.
A carga é leve demais
Para se poder chamar existência.
Os dias nada me roubam
Excepto aquilo que não quero ter.
Tudo é como se planeou,
Nada se entrepõe no meu percurso,
E eu quero pedras no meu caminho.
Também quero construir um castelo.
Levem-me a paz,
Farta de paz estou eu.
Que insolência pegar na caneta,
Não há nada para escrever.
Os dias teimam em passar,
Não me ensinam a viver.
Continuo sentada no banco do recreio,
E um dia vou ver que envelheci.
Não quis saber que os dias
Passam sem satisfação,
Não me levantei.
Como queria ter andado no escorrega.
Mas era perigoso, podia cair.
Sentir o vento seria audaz demais.
Não me mexi e estou cansada,
Só de ver os dias passar.
Mania de não levarem nada para contar.
Um dia acabarei no chão.
Vou tombar, levada pelo cansaço.
E ninguém se vai recordar da queda.
ANA
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